Prezihouse Inteligência Visual
Miguel - Inteligência Visual

Meu compromisso é ajudá-lo a assimilar e compartilhar informações com o máximo de clareza, objetividade e precisão, favorecendo assim que você avance mais na carreira, nos estudos, e consiga com mais facilidade todo o apoio necessário para realizar seus projetos e ideias.


Miguel Santos Neto — Rio de Janeiro, Brazil

Resumos visuais (Sketchnotes)

A prática de fazer resumos visuais de coisas que lemos ou estudamos ajuda-nos a aprender com mais rapidez e a memorizar com mais facilidade os aspectos principais do conteúdo.

É que a leitura de um resumo desses foge da linearidade e rigidez tipicamente impostas aos que estamos acostumados, feitos com o uso de apenas texto. A estrutura de um resumo visual, por sua vez, é plenamente livre e flexível, pontuada pela mescla de palavras-chaves com pequenos desenhos feitos à mão, o que amplia exponencialmente a compreensão do que está sendo abordado através do reforço de informações e metáforas visuais.

A ordenação desses elementos, como eles se distribuem graficamente sobre o papel que lhes dá suporte, não depende de uma regra ou norma que a estabeleça, mas exclusivamente da ótica circunstancial de quem o faz, baseada em sua capacidade de síntese, criatividade e imaginação.

A não-linearidade proposta no resumo visual implica em variadas e imprevisíveis conexões mentais feitas a partir da observação de suas partes constitutivas e de suas ligações.

Para ajudar na compreensão disso, fazemos resumos visuais de quase todas as postagens que publicamos em nosso blog. É uma forma de esclarecer e motivar nossos leitores nessa prática.


Resumo visual do texto acima

 

 Resumos visuais

Voltar a desenhar pode ajudar você na carreira e nos negócios?

Como já disse em outras postagens, todos nós, um dia, ainda na infância, aprendemos a mágica de pegar uma folha de papel e nela fazer coisas como gente e super-heróis, carros e aviões, árvores e bichos, foguetes e naves espaciais. Pouco importava o grau de realismo ou a profundidade dos detalhes. Para nós, naquela fase, o importante era o significado que atribuíamos a cada conjunto de linhas e formas que conseguíamos traçar com alegria e liberdade em nossos fantásticos desenhos.

Porém, com a chegada de novos entendimentos sobre a vida e sobre a mania que as pessoas têm de sempre fazer um julgamento de nós ou do que a gente faz, aos poucos, lá pela adolescência, fomos perdendo a espontaneidade e a coragem de continuar desenhando. Desenhar deixava de ser tão prazeroso e mágico como antes, e passava então a ser algo que nos causava  angústia, vergonha e frustração. E assim, num dia qualquer, ainda no comecinho de nossas vidas, tomamos uma drástica decisão: decidimos desistir daquilo; recolhemos o que já havíamos aprendido, guardamos as nossas canetinhas, e escondemos o nosso caderno de desenhos.

Apesar desse desfecho trágico, de havermos dado fim um dia a essa relação mágica com o desenho, ainda vale muito a pena o esforço de apostar nele outra vez, reaprender o seu sentido, e novamente ter a coragem de colocar no papel o que vemos com nossos olhos e mentes. Há muito a se ganhar com isso, sobretudo nestes tempos em que criatividade e imaginação são capacidades cada vez mais exigidas de profissionais e empresas.

Desenhar é basicamente a ação de compor uma imagem bidimensional combinando o uso de linhas, pontos e formas. O desenho, além de técnicas mais simples, se distingue da pintura e da gravura pelas suas muitas possibilidades de uso além do contexto das artes. É obrigatoriamente usado como meio de concepção e execução de obras arquitetônicas, produtos industriais, design de móveis e moda, roteiros para cinema, TV e publicidade, além de enriquecer e facilitar a leitura de diagramas esquemáticos, mapas, anotações, etc.

O desenho tem grande valor na fase preliminar da organização mental de algo que se possa imaginar como solução ou alternativa a um problema ou necessidade. O desenho é assim a transferência para o papel de uma ideia, conceito, informação, proposta, ou de um cenário, feito com o propósito de analisar melhor e também planejar a sua execução. Dizendo assim, vemos que o desenho pode ser mais do que exclusivamente arte, ou feito apenas para o prazer e a contemplação. É na verdade uma escrita, não de palavras, mas de pensamentos e suas conexões.

Mas, e você, que tipo de desenho gosta de ver, ou quem sabe até de fazer: realista, abstrato, técnico, mangá, cartum ou doodles, aqueles que você rabiscava, ou ainda rabisca, em suas folhas de caderno na hora das aulas ou nas anotações que faz durante as reuniões de trabalho?

Bem, isso na verdade não importa muito. Seja qual for a qualidade de seus desenhos ou de seu traço, ainda que sejam como quando você estava na escola primária, o importante é você considerar que em qualquer circunstância, o fruto do esforço empreendido sempre será um desenho. E um desenho, como dito antes, serve a um propósito definido, sem que tenha de estar submetido à exigência de ser válido apenas se for fielmente capaz de reproduzir a realidade e os seus detalhes. É suficiente a ele, lhe basta, ser capaz de representar um pensamento, de evocar e dar um significado especial a algo traçado com poucas linhas em um contexto específico.

Contudo, um pouco de esforço sempre será válido ao aperfeiçoamento natural de seu traço e de seu próprio estilo. Desenhar é também uma forma especial de caligrafia. Ao longo dos anos, você foi aperfeiçoando a forma de fazer cada letra, cada sinal de acentuação e pontuação, a velocidade da escrita e a pressão exercida sobre o papel. A soma disso resulta na maneira única e singular de você escrever palavras e assinar seu nome.

Para reaprender a desenhar, continuar de onde parou, e passar a ter mais firmeza e segurança no traço, é preciso a prática regular de exercícios muito simples de fazer, e a coragem de se expor novamente como “desenhista” de ideias e pensamentos. Basicamente, a repetição sequenciada de linhas verticais e horizontais, círculos, elipses, diagonais, etc. corresponde ao treino de quem quer desenhar continuamente melhor, e isso serve tanto para desenhar de forma realista quanto para desenhar simples bonecos palitos.

Por que não tentar de novo? Tenha confiança em seu braço e em seu traço. Tenha a coragem de mostrar o que sabe fazer. Espero que consiga. Pode contar comigo para isso.


Resumo visual do texto acima

Voltar a desenhar

Sabe por que um dia você decidiu parar de desenhar?

Vergonha. Sim, só por isso. E não sou apenas eu quem diz. Especialistas e artistas consagrados, baseados em estudos e na própria vivência, têm a mesma opinião.

Estudiosos do assunto, como Betty Edwards e Viktor Lowenfeld, concluíram que aos 12 anos de idade, no início da adolescência, a maioria das crianças passa por um momento decisivo de crise com seus desenhos. Nessa fase, o desenho já não é mais experimentado como uma atividade espontânea, prazerosa, livre. As crianças passam a comparar a qualidade do que desenham com a de outros e se tornam bastante autocríticos e preocupados com o julgamento alheio.

É nessa fase crucial que muitos desistem, sobretudo devido à frustração de não conseguirem aperfeiçoar o traço e as técnicas que poderiam tornar seus desenhos mais realistas, e ao pensamento comum de que desenhar é mesmo coisa para quem nasceu com dom e talento especiais.

A verdade é que há mesmo atributos necessários para se conseguir fazer desenhos “mais realistas”, mais bem elaborados e complexos. Nem todos, naturalmente, ou pelo simples fato de terem praticado muito desde os primeiros anos da infância, têm a propriedade desses atributos assegurada, ou conheçam meios e técnicas que possam ajudá-los a adquiri-los.

Segundo pesquisas realizadas por grandes universidades americanas e inglesas, o que faz com que algumas pessoas tenham mais habilidade para desenhar de forma “mais realista” do que outros está baseado em três coisas: a maneira como elas percebem a realidade (o fato de conseguirem contornar certos equívocos frequentes de nosso cérebro ao perceber uma imagem); a capacidade de memorização da informação visual (ângulos, proporções, distâncias e sombras presentes nos objetos); e a habilidade de selecionar adequadamente o que será desenhado (escolher quais detalhes, texturas, e elementos secundários serão aproveitados ou abandonados).

Mas quem disse que saber desenhar significa apenas conseguir reproduzir imagens realistas? Picasso, por exemplo, dizia que, aos 15 anos, sabia desenhar como Rafael, mas que teria precisado de uma vida inteira para poder aprender a desenhar como uma criança.

Pelo que se pode aprender com isso, saber desenhar não é algo apenas restrito a quem consiga reproduzir com lápis e papel, fielmente, realisticamente, perfeitamente, um objeto colocado diante de si. Mas, antes de tudo, desenhar é algo muito pessoal, muito especial, não sujeito por isso a regras e julgamentos, mas ao aperfeiçoamento contínuo das técnicas e do estilo próprio de cada um.

Por que desenhar faz bem à mente e à saúde?

Desenhar é uma forma de expressão e comunicação que começa ainda na infância como uma brincadeira agradável e estimulante. Nessa fase, o desenho que fazemos é natural e espontâneo, despojado de regras e preocupações, feito a qualquer hora, em qualquer lugar, sem precisar que ninguém ensine ou mande fazer.

É prazeroso desenhar, pois também é uma forma de manifestação artística. Quem desenha transfere para o papel imagens e criações de sua própria imaginação. Além de estimular a criatividade, desenhar amplia a nossa capacidade cultural, o nosso referencial de mundo, a maneira como vemos, sentimos e expressamos as coisas.

Do ponto de vista fisiológico, desenhar, assim como escrever à mão, estimula o funcionamento do cérebro e ajuda na capacidade de aprendizagem, raciocínio e retenção da informação.

Mas há algo a mais, além disso. Desenhar também pode ser libertador.

O cotidiano e as pressões da vida moderna foram acostumando as pessoas a uma forma de pensamento muito preso à lógica, à razão e aos paradigmas. O abandono do que possa estar ligado às emoções e à intuição acaba por tornar o pensamento automatizado, robótico, limitado.

Isso, além de sufocar a criatividade e restringir a imaginação, responsáveis por toda forma de evolução humana, é capaz de gerar angústia, ansiedade e medo. Medo de ousar, de pensar diferente, de criar coisas novas, de olhar para fora da caixa.

Em um cenário desses, é preciso se buscar elementos que possam resgatar a subjetividade e a criatividade perdidas, a autoconfiança e a ousadia da imaginação. O simples ato de desenhar pode ampliar a nossa consciência através da prática de algo que reúne em si uma potencial forma de linguagem associada a uma poderosa forma de expressão interior e artística.

Desenhar possibilita enxergar novas e diferentes relações entre as coisas, além dos rígidos padrões e limites pré-estabelecidos. Desenhar ajuda a desbloquear as ideias e a lhes dar novos fluxos e encadeamentos. Desenhar favorece o uso pleno do cérebro, traz sensibilidade, torna o dia-a-dia mais divertido e criativo, ajuda a lidar com erros e imperfeições, alimentando o interior de quem desenha com novos conhecimentos e descobertas sobre si mesmo.

De que tipo de desenho estamos falando?

O tipo de desenho a que nos referimos aqui são aqueles do tipo feito à mão, sem qualquer preocupação de serem realistas ou “obras de arte”. Na verdade, preferimos mesmo os que sejam rudimentares, simples, toscos, parecidos com os que fazíamos nos tempos de infância.

Em nosso favor há a opinião de muitos cientistas cognitivos de que o cérebro humano prioriza o reconhecimento de padrões e, por causa disso, estivesse apto a ser mais ativado por desenhos pouco definidos e precisos do que por aqueles que fossem mais bem elaborados.

Talvez, por isso, muitos cartunistas optem por fazer seus desenhos nesse estilo. E se pensarmos bem, os cliparts, aquelas pequenas figuras muito usadas em apresentações de slides, parecem pouco interessantes quando são muito realistas.

Já os pequenos desenhos feitos à mão, chamados “doodles” — usados para enriquecer anotações e brainstormings, fazer esboços, elaborar mapas mentais, compor vídeos explicativos no YouTube, etc. — são bem mais estimulantes.

Observações feitas por especialistas demonstram que a maioria das pessoas gostam de ver desenhos feitos à mão por outros, sobretudo quando executados passo a passo. É que além da questão da ativação cerebral falada acima, a espontaneidade e simplicidade desses desenhos fazem as pessoas que os observam se sentirem menos intimidadas e bem mais receptivas a eles.

Quer um conselho? Pegue as canetinhas de desenhar que usava na infância, e volte a praticar.

Por que desenhos ajudam na solução de problemas e na comunicação de suas ideias?

“Deu para entender ou quer que eu desenhe?”

A frase acima, muito popular hoje em dia, é um forte indício de que a análise ou a explicação de qualquer coisa, situação, ideia ou problema, se torna mais fácil quando desenhos são usados para isso.

Desde há muito tempo, o recurso visual tem servido para apoiar e transmitir informações. Pense nos mapas usados nas guerras antigas, nas figuras e símbolos egípcios, nas maquetes de templos e palácios, e nos modernos infográficos publicados em sites, revistas e jornais.

E dentre as diversas maneiras de representar um plano, um fato, ou o funcionamento de alguma coisa, o desenho é a mais básica e funcional delas. Há quem defenda que o desenho seja mais que isso, seja uma linguagem, a mais primária de todas, e certamente a mais antiga, revestida de um extraordinário potencial. As figuras rupestres deixadas pelos homens das cavernas e o fato de o desenho ser o primeiro canal de expressão escolhido pelas crianças em seu desenvolvimento natural dão prova disso.

Mas com o passar dos anos, a maioria de nós foi sendo moldada e treinada a pensar de maneira lógica, linear, sequencial, e apenas verbal — adeus, canetinhas de desenho! —, quase mecanizada. Aos poucos, fomos aceitando a ideia de abafar as emoções, não confiar na intuição, e desprezar a espontaneidade, para conseguir nos adaptar à rigidez dos padrões e às muitas regras que o mundo estabelece.

Aos poucos, isso foi levantando muros em volta de nossa mente, de nossos pensamentos, e passamos a ficar reféns de palavras, textos, leis, sentenças, fórmulas e números.

Nesse contexto, se torna difícil muitas vezes poder enxergar além do óbvio, além do linear, além de palavras e números. Quando nos debruçamos sobre alguma questão que exija uma análise mais ampliada, ficamos tolhidos e limitados, e nos sentimos órfãos daquilo que já experimentamos um dia, que era nossa praia, nos tempos de nossa infância, nos bons tempos das canetinhas de desenho: imaginação e criatividade.

Assim, para resgatar a imaginação e a criatividade perdidas, e poder usar isso para analisar problemas e enxergar novas soluções, devemos outra vez pegar em nossas canetinhas de desenho. Isso mesmo, desenhar!

Qualquer coisa pode se tornar mais clara e fácil de analisar com a criação de um desenho. E qualquer desenho usado para isso pode ser feito à mão, com a mesma facilidade e simplicidade daqueles do tempo de infância.

Mas por que desenhos podem funcionar dessa forma? Desenhos têm o poder de representar conceitos que sejam complexos, e de sintetizar variados conjuntos de informações. E podem também nos ajudar a esclarecer acerca de nossas próprias ideias, organizando nossos pensamentos e as informações que dispomos.

O simples ato de desenhar possibilita observar e enxergar aquilo que se está representando de uma maneira extraordinariamente ampliada e, ao mesmo tempo, entender e memorizar as informações presentes. Desenhar estimula o cérebro e a criatividade, amplia a imaginação, traz satisfação, favorece a calma e a concentração, facilita o raciocínio, organiza os pensamentos, aumenta o repertório de conhecimentos e referências, e melhora a capacidade de comunicação e expressão.

Você é visual, auditivo, ou cinestésico?

Aprendemos que as pessoas são naturalmente capacitadas a sentir e se relacionar com o meio que as cerca através de cinco formas sensoriais distintas: visão, audição, olfato, tato e paladar.

Assim, ao nascer, somos equipados com cinco poderosos sentidos capazes de captar e nos dar todas as informações que precisamos para compreender e nos relacionar adequadamente com o mundo, suas variadas manifestações naturais e os seres que nele habitam.

Uma teoria recente propõe haver uma diferença no uso desses sentidos, o que variaria de pessoa para pessoa. Ou seja, alguns sentidos seriam usados com mais intensidade que outros, conforme o tipo de personalidade e a vivência de cada um.

Nessa linha, os cinco sentidos conhecidos seriam agrupados em três níveis: (1) VISUAL, compreende o sentido da visão; (2) AUDITIVO, compreende o sentido da audição; e (3) CINESTÉSICO, que compreende os sentidos do olfato, tato e paladar.

Pessoas visuais se interessam, compreendem e retêm informações com mais facilidade quando estas lhes são trazidas com algum tipo de estímulo visual. Pessoas assim dão grande valor a imagens, desenhos, ilustrações, gráficos, diagramas, esquemas, mapas, etc.

Pessoas auditivas, por sua vez, preferem receber as informações através da estruturação verbal delas, tanto oralmente quanto em forma de texto. Ou seja, quem é auditivo processa com mais facilidade as informações que escuta ou lê. O reforço visual não é tão importante para elas.

Pessoas cinestésicas têm mais facilidade para aprender e analisar aquilo com que elas possam interagir fisicamente. Ouvir e ver imagens não lhes acrescenta tanto quanto poder tocar em objetos, senti-los, manuseá-los, desmontá-los e remontá-los para ver como funcionam. Poder experimentar, testar é o que lhes favorece o aprendizado e a compreensão.

Um bom exemplo:

Pensando na compra de um automóvel, a pessoa visual seria bastante influenciada pelas imagens publicadas em anúncios, no site do fabricante ou pela exposição do carro no stand de vendas; Já a pessoa auditiva estaria mais atenta ao que leu sobre as especificações técnicas do veículo e ao que o vendedor está dizendo; A pessoa cinestésica decidiria sua compra baseada na experiência de pegar o volante, experimentar os controles do painel e a posição de dirigir, sentar no banco, sentir a textura e o cheiro do interior do carro.

O que é pensamento visual?

O pensamento visual é comumente descrito como um processo analítico, criativo e comunicativo orientado pelo uso de coisas visuais.

Dizem os especialistas que ele é bastante útil para facilitar a compreensão de um todo, o entendimento de como suas partes funcionam, ou possam vir a funcionar, e as conexões existentes entre elas. E com base nisso, torna mais fácil imaginar soluções, criar novas ideias, e comunicar tanto o óbvio quanto o invisível que possa estar oculto naquilo que é observado.

Esse conceito tem sido cada vez mais usado para facilitar estudos, análises, geração de novas ideias, e sobretudo para a remoção de obstáculos e ruídos na comunicação de mensagens estratégicas ou para a venda de uma ideia ou solução.

E como funciona o pensamento visual?

Basicamente, pensar visualmente se traduz em: (1) Colocar todas as coisas no papel, ou em qualquer outro suporte, representadas individualmente por imagens, desenhos, ícones, palavras-chaves, post-its, etc.; (2) Depois, nesse conjunto, procurar enxergar tudo que é importante com o máximo de clareza: as ideias e informações existentes, o funcionamento e as conexões de cada parte; (3) Com base nisso, manipular as peças, desarrumar e reagrupar em novas configurações, imaginar novas ideias e soluções; (4) E por fim, agir: fazer o que deve ser feito, mostrar o resultado, compartilhar com outros, comunicar.

Contudo, apesar de parecer novidade, o processo básico que orienta a ocorrência do pensamento visual é algo que todos fazemos, todos os dias, em diversas situações, sem nos dar conta disso.

Atravessar uma rua, preparar um relatório, escrever uma redação, encarar uma pia cheia de panelas, louças e talheres sujos, por exemplo, são ações que vão nos exigir cumprir as mesmas etapas do pensamento visual.

Primeiro, precisamos olhar o que temos diante de nós; depois, analisar isoladamente o que cada elemento representa ou possa representar no contexto, e como estão relacionados; a seguir, imaginar o que fazer com base na etapa anterior; por último, agir, e transformar pensamento em ação, sair da teoria para a prática.

O que é inteligência visual?

É um tipo especial de inteligência que aguça a criatividade, e facilita o aprendizado, a compreensão e a transmissão de informações com o uso de imagens, ilustrações, desenhos, cores, gráficos, diagramas, animações, mapas, vídeos, etc.

Todas as pessoas possuem essa inteligência?

Todos nascemos inteligentes visuais, com um grau maior ou menor, mas potencialmente visuais. A publicidade, os novos meios de comunicação, e a popularização de novas tecnologias — computadores, smartphones e tablets — têm contribuído bastante para aguçar essa inteligência nas pessoas.

De onde vem isso?

Em 1983, Howard Gardner, um pesquisador de Harvard, publicou um livro chamado “Estruturas da Mente”. Nesse livro, ele apresentou o conceito das inteligências múltiplas, que consiste na ideia de que todos possuímos variados tipos de inteligência, dentre elas, a visual.

E quais seriam essas inteligências múltiplas?

  1. Inteligência visual ou espacial: capacidade de pensar em forma de imagens, “visualizar” conceitos abstratos;
  2. Inteligência verbal ou linguística: domínio e gosto especial por idiomas e pelas palavras;
  3. Inteligência lógico-matemática: habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos;
  4. Inteligência musical: habilidade para compor e executar padrões musicais;
  5. Inteligência corporal ou cinestésica: capacidade de controlar e orquestrar movimentos do corpo, e lidar fisicamente com objetos variados;
  6. Inteligência interpessoal: habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros;
  7. Inteligência intrapessoal: capacidade de se conhecer, de neutralização dos vícios, entendimento de crenças, limites, preocupações, estilo de vida profissional, autocontrole e domínio dos causadores de estresses;
  8. Inteligência naturalista: habilidade para reconhecer e categorizar plantas, animais, minerais e outros elementos da natureza;
  9. Inteligência existencialista: capacidade de refletir e ponderar sobre questões fundamentais da existência humana, como o significado da vida, por que morremos, para onde vamos.

Segundo Gardner,

  • Todo ser humano possui as nove inteligências em níveis que variam de pessoa para pessoa;
  • As inteligências múltiplas estão localizadas em diferentes partes do cérebro;
  • Elas podem trabalhar isoladamente ou em conjunto;
  • Elas podem ser ampliadas ou enfraquecidas de acordo com a dinâmica pessoal e cultural de cada um;
  • É possível melhorar o aprendizado e a comunicação conhecendo-se a predominância de um ou outro tipo de inteligência em relação a outros.

Resumo visual do texto:

Inteligência Visual